segunda-feira, 12 de agosto de 2013

PAIS E FILHOS DO HANDEBOL



Estou no handebol desde 1970 quando foi implantado em Pernambuco pelo professor Nelson Souto Assunção o pai do handebol pernambucano, como todo pai sofreu a concorrência dos filhos que objetivavam serem melhores que o pai, e graças a esses filhos o handebol pernambucano conseguiu se transformar em um dos melhores do Brasil. Esses filhos se transformaram em pais que por sua vez receberam o mesmo comportamento, por isso o handebol pernambucano não para de crescer, pois sempre os filhos se espelham nos bons exemplos dos pais, assim é na vida normal em todo segmento da vida.
Durante minha existência dentro do handebol consegui vários filhos, que no dia de ontem fizeram declarações de afeto, respeito e agradecimentos o que me deixou bastante emocionado, principalmente porque não pude fazer essas declarações ao pai do handebol e ao meu pai verdadeiro, ambos muito me ensinaram e foram meu espelho indicativo para o caminho do respeito, honestidade e trabalho como indicativo do crescimento humano e profissional, agradeço muito no handebol ao professor Nelson Souto Assunção que teve um comportamento que me serviu de exemplo e de roteiro dentro da modalidade que me fez passar por todos os segmentos dentro da modalidade, pois, fui atleta, técnico, arbitro, dirigente,supervisor e presidente da federação e sempre procurei a sua referencia. Na vida meu verdadeiro pai sempre mostrou o caminho da  honestidade, sinceridade, respeito ao próximo e dignidade com atitudes e gestos e não apenas com palavras, o que fez o que hoje sou, embora muitas vezes taxado de arcaico e antiquado no pais em que trambicagem é esperteza e não desonestidade, fiquei muito feliz no dia ontem por ter sido reconhecido por esses filhos do handebol, o que superou minha nostalgia provocada pela saudade dos que foram responsáveis pela minha formação, e o que me deu a certeza de ter cumprido todos os ensinamentos por eles transmitidos.
Aos filhos do handebol continuem trabalhando e tenham a certeza de quanto mais vocês trabalharem mais dificuldades surgirão, e mais forças terão para vencê-las, não se acomodem nunca e que sigam o caminho natural de criar seus filhos dentro da modalidade, pois só assim nunca pararemos de crescer, e mais uma vez obrigado por serem meus filhos

sábado, 10 de agosto de 2013

CONQUISTAR É O CAMINHO PARA A DIVULGAÇÃO



Recebo ligações e mensagens de técnicos e atletas questionando o por que de enaltecer  as conquistas do handebol pernambucano seja nas competições nacionais de clubes, seja com o representante universitário nos JUB´s e das equipes escolares nas Olimpíadas Escolares do Brasil. Sempre se referem como se apenas eu enaltecesse as conquistas do Português/AESO, da faculdade AESO, e do colégio Anglo Líder, esquecem que no segmento de clubes o Português/AESO é o clube do nordeste que mais participou de finais de campeonatos nacionais no feminino e no masculino, e como o clube é pernambucano, e o blogger foi criado para divulgar o handebol pernambucano então temos que enaltecer,  como  o Clube Português/AESO é o único clube de Pernambuco a ter essas conquistas, então não podemos poupar elogios, até mesmo porque as outras modalidades enaltecem suas conquistas que são bem menores que as do handebol, no segmento universitário a AESO é tricampeã da Liga Nacional Universitária e atual vice-campeão dos JUB´s, e nos segmentos escolares de 15 a 17 anos o reinado do Anglo Líder é gritante em quatro participações detém três títulos e um vice-campeonato.
Lembro que quando o Colégio Aplicação de Petrolina foi campeão brasileiro escolar feminino de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos também enalteci, outro momento foi quando o Náutico conquistou o vice-campeonato adulto feminino enalteci muito a final que foi com o clube Português/AESO, agora convenhamos vocês não poderiam querer que falasse mais do vice do que do campeão, sendo os dois clubes de Pernambuco. Nos últimos anos a AESO tem sobrado nos dois naipes estando ali sempre entre as quatro melhores nas competições nacionais universitárias, isso é um fato a se destacar, como o colégio Anglo tem sido soberano nos dois últimos anos, se assim não fosse eu não estaria com esse blogger, que apenas tem a pretensão de noticiar já que nossa imprensa esportiva é direcionada apenas para o futebol e quando tem conquistas nacionais é que ela noticia outro esporte, na sobra de espaço.
O campeonato pernambucano está prestes a começar e no entanto a vice presidência financeira não possui dados sobre os associados( entidade que participa de competições isoladas), em resumo se começasse hoje teríamos apenas os quatro filiados, alias não seria a primeira vez nem tão pouco será a última vez que varias entidades anunciam suas participações no pernambucano e desistem. A Federação Pernambucana de Handebol fez sua parte captou recursos junto ao IBRADESP para diminuir os custos dos associados, que por sua vez tiveram suas taxas reduzidas, agora está faltando coragem para enfrentar a elite do handebol pernambucano, e fazer parte dessa elite, ai então terão seus nomes divulgados através de suas conquistas

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

HANDEBOL EM SEGREDO



Divulgar o handebol não é uma coisa simples, assim eu pensava antes de criar esse blogger, pois o que aparentemente era tão simples tem mostrado durante a existência do blogger uma outra realidade, já que as pessoas mais interessadas na divulgação são exatamente as que demonstram mais desinteresse, ficam na espera de serem procurados quando deveria partir deles a iniciativa, digo e provo o que digo. Campeonatos nacionais em que tem equipe pernambucanas participando procuro divulgar todas, mas basta a equipe perder um jogo em que deixe o técnico de cabeça quente, e esse não se comunica, ou então manda uma mensagem incompleta e desliga o celular para não ser incomodado, a própria FPH não demonstra muito interesse em divulgar seus próprios eventos, pois a modalidade está fora da mídia a algum tempo, isso é o reflexo da falta de um responsável pelo segmento, mesmo sendo a modalidade que melhor representa o estado em competições nacionais.
A FPH deve criar um planejamento de mídia para a modalidade, e nesse planejamento constar além da divulgação, um trabalho de conscientização dentro da modalidade para que as informações façam parte da rotina dos nossos dirigentes, e que seja uma ação consciente e regular, pois só assim veremos o handebol mais frequentemente na imprensa escrita, falada e televisiva, o que trará um  grande retorno em forma de patrocínio, pois da maneira que acontece o handebol é segredo de estado e não pode se tornar público.
Quando um técnico mais esclarecido fornece as informações para o blogger, fica caracterizado como protegido para divulgação, dessa forma não poderemos divulgar o que acontece, ficando restrito apenas as conquistas, pois nelas as informações acontecem com a maior presteza, esquecendo daquela velha frase “o importante é competir”, sendo substituída pela frase “o importante é vencer"

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

QUAL SERÁ A DESCULPA EM 2013



O prazo para confirmação das equipes que irão participar do pernambucano 2013 termina no próximo de 10 de agosto, quando encerará o prazo para o pagamento das inscrições, o que torcemos muito para que muitas equipes confirmem o desejo manifestado no congresso técnico, apesar de nos últimos três anos essa expectativa tenha sido gerada , porém não confirmada. A FPH reduziu as taxas para ampliar o número de participantes, pois os preços empregados eram tidos como o um dos motivos das ausências, e o outro motivo era a presença do diretor técnico que sempre favorecia  o clube Português/AESO para conquistar os títulos, diga-se de passagem que o antigo diretor era uma pessoa muito importante no handebol brasileiro pois as mesmas equipes que conquistavam os títulos estaduais estavam presentes no podium dos campeonatos nacionais. Esse diretor técnico tão odiado é o mesmo que idealizou criou e executou a Copa Pernambuco de Handebol nos moldes em que foi realizado em 2013 pela sua quarta edição, é o mesmo dirigente que interiorizou  o handebol em Pernambuco como busca de melhorar a qualidade do nosso handebol, pois na região metropolitana a preocupação era justificar derrotas culpando a arbitragem, ou a FPH por não acomodar situações em beneficio dos derrotados, alias derrotados é a palavra mais adequada para essas pessoas que tinham como prioridades mostrar qualidades inexistentes do que disputar para vencer.
Durante três anos os campeonatos pernambucanos das diversas categorias foram disputados por duas ou três equipes do interior que cresceram com suas participações nos campeonatos oficiais mais o clube Português/AESO e suas ramificações (Atlético/BPE e Barrozo), essas ramificações surgiram do quantitativo de atletas pertencentes ao clube Português/AESO, que ficariam sem participar do pernambucano já que a crise de medo por parte de vários técnicos da região metropolitana  era gritante e para não sofrerem derrotas com placares elásticos preferiram não participar, e passaram a  realizar e participar de competições com nível técnico mais baixo que o pernambucano para terem partidas disputadas mesmo que com baixo nível.
Em 2012 a mascara caiu e o que era apregoado como competições de bom nível técnico, foi desmascarado  no JOCIPE e Copa Pernambuco, pois nos confrontos com equipes que disputaram o pernambucano e as que não participaram, a diferença técnica ficou evidenciada, e uma verdade veio a tona: “ esses técnicos preferiam 50% de baixa qualidade do que 10 % de alta qualidade”, traduzindo; como se fosse oferecido duas propostas, uma proposta em que você ganharia como sócio 50% de R$10,00, a segunda proposta você receberia 10% de R1.000,00, os queriam crescer apostaram no percentual menor mais com retorno dez vezes maior.
Em 2013 o diretor técnico não é mais o mesmo, aquele que se preocupava com as possibilidades das quitações dos compromissos seja técnico ou financeiro não mais faz parte da FPH, inclusive a Copa Pernambuco foi realizada pelo atual diretor técnico, que por sinal desempenhou muito bem sua função inclusive com elogios, mas, os resultados foram os mesmos do ano anterior com o Português/AESO campeão no masculino, tendo no feminino uma ramificação(Atlético/BPE)como campeão e Português/AESO como vice-campeão, e no terceiro lugar uma equipe do interior, já no masculino o vice-campeão foi uma equipe do interior e o terceiro lugar uma ramificação(Atlético/BPE), ainda no ano corrente o Português/AESO já fez dois podium em campeonatos nacionais. Será que o discurso continuará o mesmo para não participarem do pernambucano com medo de mostrarem quem tem qualidade e quem pensa que tem, ou seja, com preferência para muito de nada do que pouco de muito

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

QUANDO A QUALIDADE COMPROMETE




O handebol pernambucano vem pagando um preço muito alto pela qualidade técnica concentrada em pequeno grupo que se sente acomodado com a situação de superioridade, enquanto uma parte que poderia ameaçar a sua supremacia, se recusa e passa apenas a posição de critico, pois criticar é bem mais fácil do que trabalhar seu crescimento e consequentemente ostentar uma qualidade acima da atual. Por essa fuga do trabalho se escondendo por trás das reclamações e justificativas o handebol pernambucano vai deixando de galgar uma melhor posição, e que torna-se mais grave é a ausência de trabalho de iniciação com qualidade principalmente no naipe masculino, onde os melhores trabalhos estão sendo realizados em locais de poucas oportunidades, enquanto que nos locais beneficiados pelas oportunidades existem trabalhos de iniciação com qualidade apenas no naipe feminino, o que nos deixar deslumbrar um futuro negro para o handebol masculino, e sim não aumentar a quantidade de trabalhos com qualidade teremos um futuro não muito bom para o naipe feminino também.
A qualidade do trabalho no naipe feminino desenvolvido pelo grupo comandado por Cristiano Rocha que envolve o Clube Português/AESO e suas ramificações Barrozo e Atlético/BPE(todos filiados a FPH) , aumenta a cada dia a distancia técnica para os demais grupos em todo estado. Gostaria que em vez de criticar esse grupo maravilhoso, ou ficar com ciuminhos ou até mesmo uma ponta de inveja quando são exaltadas as conquistas, tratem de trabalhar para que o Brasil respeitem seus trabalhos como respeitam o trabalho comandado por Cristiano Rocha, que não tenham medo de perder por escores elevados, pois no inicio a diferença será grande porém com o decorrer dos jogos essa diferença deverá diminuir, elevando o nível das equipes adversárias, como também elevará o nível dos três filiados, quer não conseguem crescer mais por dois motivos: o primeiro motivo é a ausência de jogos de qualidade pois os adversários estão com qualidade muito abaixo; segundo motivo é a marginalização desse grupo vencedor que não tem o direito de participar da competição em que envolve equipes do seu nível e equipes com qualidade superior(Liga Nacional).
Como exemplo citarei a Copa Pernambuco que teve jogos de grandes diferenças técnicas, embora as equipes do Português/AESO e Atlético/BPE tenham participado com grande parte de seus elencos formados por atletas juvenis, e nem por isso encontraram maiores dificuldades perante seus adversários, ficamos felizes em ver uma equipe de Venturosa Juvenil se destacar pela dedicação e qualidade apresentada, apesar da sua pouca idade (categoria sub 17 anos). Um outro exemplo é o campeonato pernambucano de 2013 no naipe feminino não deverá contar com nenhuma outra equipe ao que tudo indica, torço para que nossos técnicos que trabalham com o feminino saiam de baixo do manto da covardia e enfrente de frente o desafio

terça-feira, 6 de agosto de 2013

OBJETIVOS DE UMA COPA



Ontem falei sobre as Copas que fazem parte do circuito pernambucano de Copas, mas não mencionei um fato importante que a Copa Princesa do Agreste realiza um trabalho de assistência social onde se é arrecadado quilos de alimento, na edição de 2012 foram arrecadados quase uma tonelada de alimentos,. este ano já atingiu quase 50 equipes participantes e teremos a certeza de mais de 70 jogos o que teremos uma  arrecadação de mais de uma tonelada de alimentos.que serão repassados  as instituições de cunho social. Sem sombras de dúvidas que essa ação social faz a diferença de uma copa com fins lucrativos, que cobram taxas elevadas e oferecem uma qualidade que fica muito a desejar.
No meu entendimento o primeiro objetivo de uma copa deveria ser fomentar o handebol contribuindo para o desenvolvimento da modalidade, principalmente porque atende equipes com poucas oportunidades de competições, porém algumas pessoas entendem que uma copa é um negocio, mas para ser um negocio não deve ser apenas obter lucros, pois qualquer negocio para ter sucesso, passa pela qualidade, organização, administração e principalmente respeito ao  cliente, esse ultimo item não vinha sendo respeitado pela organização das copas com apenas fins lucrativos, enquanto as copas que compõem o circuito pernambucano tem tido uma preocupação além do lucro, e também vem procurando melhorar de ano após ano, lógico que falhas ainda acontecem e vão continuar acontecendo, cabe a organização reduzir ao ponto mais baixo que for possível, colocando o lucro que possa advim  como consequência do trabalho desenvolvido e não apenas como objetivo maior, objetivo que passa por cima de tudo
Outra falha na postagem de ontem foi a omissão pelas pessoas responsáveis por cada copa, e por isso peço desculpas e informo que o responsável pela Copa Canoa Grande é Jhonny Alef, da Copa Princesa do Agreste o responsável é Marcos Washington, pela Copa Joia do Agreste são responsáveis Jailton Soares e Augusto Antão e pela Copa Montes das Tabocas a responsável é Marcela Ribeiro
As Copas não competem com as entidades de administração do esporte(Confederação e federação), primeiro pela clientela das copas serem de amplitudes técnicas/físicas e não seletivas, pois participam equipes de diversos níveis técnicos com baixos custos, por isso a razão do tempo de jogo reduzido que serve para reduzir diferenças físico/técnico entre os participantes, enquanto os campeonatos oficiais são reservados ao alto nível e com um custo real mais alto, porém o custo proporcional bem mais baixo além de um custo beneficio melhor para os eventos oficiais. Costumo dizer que se as Copas caminhassem juntas com as federações, o handebol teria um maior desenvolvimento, pois ambas tem suas funções dentro da modalidade, além de existir espaços para todos, desde que organizados

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AS COPAS VOLTAM AS SUAS ORIGENS



Pela vontade dos amantes do handebol surgiram as copas no nordeste, o que se aproveitaram do interesse em suprir a necessidade de competição, provocada pelo descaso da CBHb e federações. Com algumas pessoas do ramo terem tornado um negocio, daí então começaram as cobranças por qualidade desses eventos, por essas cobranças algumas dessas copas foram desaparecendo e outras foram surgindo com os mesmos defeitos com elevadas taxas cobradas e a cada ano reajustadas, chegando a um ponto em que a taxa de inscrição de uma equipe para participar de algumas copas se tornavam de valor igual a uma inscrição em campeonatos oficiais promovidos pelas federações, mesmo sendo os jogos das copas com tempo reduzido realizados em três dias, daí em diante começa um declívio técnico provocado pelas ausências das grandes equipes do handebol nordestino. As copas passaram a serem realizadas com um direcionamento para equipes com carências de competições, o que voltou aos seus objetivos iniciais de quando criação desse tipo de evento.
Em Pernambuco as copas não teve diferença do resto do nordeste, até que um grupo criou um circuito pernambucano de copas de handebol em que envolve : Copa Canoa Grande de Handebol que foi realizada em  Igarassu de 24 a 26 de maio, Copa Princesa do Capibaribe que será  realizada em Limoeiro de 16 a 18 de agosto, Copa Jóia do Agreste que será  realizada em Surubim de 11 a 13 de outubro e a Copa Monte das Tabocas que será realizada em Vitoria do Santo Antão de 13 a 15 de dezembro. Todas as quatro etapas terão premiações troféus para o campeões e o vice-campeões, medalhas para o três primeiros colocados, além de premiação para o atleta destaque, serão atendidas duas categorias nos dois naipes, no handebol adulto, e sub 18. As quatro etapas terão pontuações com  a equipe que fizer mais pontos em cada categoria recebera um troféu o campeão e também o segundo lugar de sua categoria, além da entidade que fizer maior pontuação nas quatro categorias receberá um troféu de campeão geral e quatro inscrições gratuita para 2014 sendo que o segundo colocado receberá troféu e duas inscrições gratuita para 2014.As inscrições de cada etapa das copas serão de R$ 100,00 por equipe que efetuar o pagamento até uma semana antes da competição, após este período será de R$ 130,00.

Quero parabenizar o handebol de areia do Brasil pelos títulos conquistados no masculino e feminino do WORLD GAMES vencendo a Rússia por 2x0 e a Hungria por 2x1 respectivamente. Essa conquista só vem referendar a posição que o Brasil ostenta no ranking mundial, pena que esses meninos e meninas não tenham o apoio que bem merece por parte da CBHb. Senhores presidentes de federações estaduais será que está na hora de cobrar as promessas feitas no período eleitoral da Confederação, patrocínio tem, só falta interesse em ajudar.

sábado, 3 de agosto de 2013

CLUBE PORTUGÊS/AESO ORGULHO DOS PERNAMBUCANOS



O clube Português/AESO se prepara para tentar seu terceiro titulo na categoria juvenil feminino no período de 26 a 30 de agosto na cidade de Afogados da Ingazeiras-PE. Segundo o assistente técnico Diego Leite, os trabalhos estão sendo intensificado visando o aprimoramento técnico/tático e físico, com um grupo composto de 34 atletas o clube está no aguardo do inicio da competição, cumprindo o planejamento estabelecido para as meninas da categoria juvenil, que realizaram uma etapa da preparação participando da Copa Pernambuco pelos clubes Atlético/BPE e Português/AESO onde conseguiram o titulo de Campeã e vice respectivamente.
Essa geração é composta por atletas que se destacaram no cenário nacional e algumas participaram do mundial juvenil e pan-americano em 2012 , Como Taywanna, Marcela, Francielle, Valquíria e ainda atletas oriundas da categoria cadete Cecília, Camila, Ayla, Luana, Carol, Yasmim e Danielle dentre outras completam o elenco, com todas essas  atletas com passagens pela categoria adulta. Segundo Diego “ Temos condições de formar duas equipes no nível técnico para representar o estado com boas colocações”.
Todo esse trabalho realizado no clube Português/AESO no naipe feminino foi iniciado em 2003 com a contratação do técnico Cristiano Rocha da Silva que tem formado gerações vencedoras de vários títulos nacionais, e hoje é sem sombra de dúvida a maior força do nordeste e uma das maiores do Brasil, e por esse trabalho é que Cristiano Rocha faz parte da comissão técnica da seleção brasileira, tornando o clube como referencia nacional o que deixa orgulhoso o handebol pernambucano.
O clube luso da Rosa e Silva vem pagando um tributo muito alto pela sua qualidade, e de não participar de campeonatos estaduais competitivos, haja visto que as equipes não querem participar com receio de grandes goleadas, tendo que dividir o seu grupo em três equipes para realizarem jogos com adversários do mesmo nível técnico. Depois de varias tentativas frustradas em participar da Liga Nacional, o clube aceita o premio de consolação e vai disputar a Liga Nordeste na categoria adulta que simplesmente disputou seis vezes o campeonato brasileiro da primeira divisão onde conquistou quatro títulos, um segundo lugar e uma quarta colocação, além de títulos e finais das categorias cadete e júnior.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UM SERTANEJO TIPO EXPORTAÇÃO

Marcio Bezerra um dos técnicos de handebol que teve inicio no sertão pernambucano e fez sucesso no Brasil, mostrando mais uma vez a força do handebol sertanejo de Pernambuco, conheça um pouco de sua historia.

Blogger – Quando você começou no handebol e fale sobre seu inicio?
Marcio - Apesar de sempre admirar o trabalho vencedor e de destaque desenvolvido pelo prof. Zina (Sertânia), iniciei como atleta pré mirim nos Jogos Escolares de Afogados da Ingazeira, uma vez que residi por quase 3 anos naquele município. Quando no ano de 2000, retornei para Sertânia e iniciamos com um trabalho de base com as equipes feminina e masculina da Escola Olavo Bilac, 02 anos após assumi também o handebol da Escola “O Pequeno Príncipe”, sempre conciliando a vida de técnico e atleta, pois estudava e jogava pelo Colégio Cardeal Arcoverde. Sem essas três Entidades Educacionais, as quais, tenho muito respeito e carinho, com certeza, não teria como estar colaborando com o handebol pernambucano nos moldes atuais. 

 Blogger – Fale sobre suas maiores dificuldades?
Marcio -Sair de uma realidade esportiva no interior do Estado, e chegar ao grande centro do handebol em Pernambuco que é o Clube Português/AESO, ainda mais na função de técnico não como não ter suas muitas dificuldades, porém a cada conquista referendo toda a luta de como tudo começou (inclusive no período onde saia todas as quintas-feiras de Recife para Sertânia para dar treinamento e retornava no domingo pela noite, para na segunda-feira assumir as minhas funções normais na capital), assim valorizamos mais o que temos e queremos sempre mais, afinal o sentimento de inconformismo faz parte do meu dia a dia.

Blogger – Quais apoios que você conseguiu para que Sertânia tenha marcado a historia do Handebol pernambucano?
Marcio -O diferencial para você conseguir algo no esporte é querer e correr atrás, lutar de forma inteligente e árdua, assim conseguimos fazer ter um nível considerável de destaque o handebol de Sertânia nas categorias e base que trabalhamos. Além das parcerias com a Escola Olavo Bilac e “O Pequeno Príncipe”, tivemos o prazer de contar com o total apoio do então prefeito e hoje deputado estadual amante do Handebol, Ângelo Ferreira, que sempre me dizia, “você quando quer uma coisa, ninguém tira da sua cabeça, mas essa é a diferença dos que só fazem reclamam e não buscam soluções”. Assim, nos filiamos à Federação Pernambucana de Handebol, disputando o Campeonato Pernambucano, nas categorias infantil, cadete e juvenil (ambos os naipes), realizamos durante vários anos a Copa Pernambuco, em versões mais “humildes” comparando com a versão atual. Porém o principal apoio que obtive durante toda essa jornada, foi de todos os ATLETAS envolvidos que sempre foram abnegados e fiéis aos nossos projetos.

Blogger – Diga quais foram suas conquistas e destaque as mais importante no seu entendimento?
Marcio -O esporte nos faz sempre querer mais e assim obtive durante esses anos, todos os títulos possíveis no Estado, seja como Clube, Colégio ou Faculdade, isso me fez querer ainda mais e já somamos ao currículo dois (02) títulos do Campeonato Brasileiro de Clubes Júnior Masculino, quatro (04) títulos do Campeonato Brasileiro de Clubes Adulto Masculino, além dos títulos conquistados na Copa Nordeste de Seleções Cadete e Juvenil de Clubes, também fomos vice Campeão da Copa do Brasil e tetra campeão da Liga Nacional do Desporto Universitário, não qualifico nenhum mais importante do que outro, todos me fizeram e fazem querer outros mais a cada competição que participo. Assim, cheguei em 2011 à Seleção Brasileira Júnior Masculina, onde fomos vice campeões do Panamericano e 12º colocados no Mundial da Grécia, onde nos preparamos na Dinamarca (Noruega) e disputamos torneio na Bélgica (Espanha e França).

Blogger – Por que você se ausentou do handebol de Sertânia, e se pretende voltar ?
Marcio -Quando recebi o convite do prof. Edinilton Vasconcelos (então Gerente Geral de Esportes de Pernambuco) para fazer parte do Centro Santos Dumont, através da indicação do presidente da Federação Pernambucana de Handebol, o prof. Vinicius Macieira, vi a chance de ascender profissionalmente, e assim posterior a mudança para Recife (2005), assumi o handebol do Santos Dumont e Colégio Atual, onde permaneci até o final de 2006, quando entrei na minha segunda casa, o Clube Português do Recife, onde não passa pela minha cabeça sair nem tão cedo, apesar de alguns convites para deixar o mesmo. Sobre pretender ou não retornar e fazer o handebol dar continuidade em Sertânia, acredito que dei minha parcela de contribuição no período que muito me orgulha ter feito parte, hoje fico feliz em ver que o trabalho continua, inclusive com qualidade, quando chegaram entre as 08 melhores equipes do Estado na Copa Pernambuco 2013, porém nunca sabemos o dia de amanhã e quem sabe um dia retorne para onde tudo começou de fato.

Blogger – Apesar de todas as dificuldades que você encontrou, o que você pretende fazer para diminuir essas dificuldades?
Marcio -A busca continua pela excelência, não vejo outro caminho, esporte de rendimento se faz com resultados conquistados, assim agregamos uma melhor estrutura a cada dia, mais patrocinadores, minimizamos os impactos negativos que o esporte amador no Brasil nos proporciona e continuamos crescendo, como diz nosso Diretor de Esportes, o Dr. Felipe Rego Barros, “enquanto muitos perdem tempo falando e/ou criticando, nos preocupamos em fazer, por isso somos o Clube com a dimensão nacional que temos”.

Blogger - Quais as pessoas que você gostaria de agradecer e o porque desses agradecimento?
Marcio -Acredito ter citado alguns nomes nas respostas acima, porém todos os gestores de todas as Entidades que trabalhei, colaboraram e colaborar para o meu crescimento e com certeza, agradeço e muito a cada um deles, desde as minhas primeiras Diretoras Rute Pontes e Sebastiana Coimbra à Secretária dos Esportes do Estado, a Dra. Ana Cavalcanti. Além dos meus Diretores do Clube Português que muito me cobram e ensinam, Dr. Adriano Amorim e Felipe Rego Barros, além dos meus amigos, este blogueiro, o prof. Vinicius Macieira e presidente da Confederação Brasileira de Handebol, prof. Manoel Luiz de Oliveira.

Blogger – Todos que fazem o esporte no interior do estado são dependentes da prefeitura de sua cidade, você tem algo para fazer que diminua essa dependência?
Marcio -Aconselho como parte que viveu e vive o esporte no interior, planejamento em parceria com o Governo Municipal é de vital importância, daí busca-se as parcerias com órgãos privados existentes nos municípios, bem como parcerias com o Governo Estadual e Federal. Para isso, deve-se mostrar aos gestores o dividendo “político” que o esporte proporciona nas áreas de educação, saúde, segurança pública, dentre outros. Mas a palavra chave é planejamento, assim nascem boas realizações, a exemplo do que vivenciamos semana passada em Petrolina, na Fase Final da Copa Pernambuco.

Blogger - Como você se sentiu quando foi convocado para comandar a seleção pernambucana cadete?
Marcio -Honrado e firme, no momento do convite feito pelo prof. Vinicius Macieira, respondi de imediato, “aceito, porém precisamos planejar e construir uma melhor estrutura, para que tenhamos bons frutos”, e logo no 1º ano conseguimos conquistar a Copa Nordeste Cadete, mesmo sem os “principais atletas” do Estado no momento que negaram a convocação, porém como o handebol se faz no plural, ganhamos e de forma invicta, fato inédito para o naipe masculino. 

Blogger - A sua convocação para seleção brasileira júnior veio no momento certo, aquele momento em que a pessoa acha que está pronta para exercer  a função?
Marcio -Tento sempre, estar pronto para toda e qualquer oportunidade ou desafio que me oferecem, não sendo diferente com a Seleção Brasileira Júnior, quando o presidente Manoel Luiz me ligou fazendo o convite, é um novo momento na vida de um técnico. E desde então tenho buscado fomentar tudo que venho aprendendo com o intercâmbio que geramos com outros países inclusive, seja em conversas com outros técnicos, palestras ou mesmo no dia a dia das equipes que comando.

Blogger- Faça uma avaliação do atual momento do handebol pernambucano?
Marcio -Como disse anteriormente, que handebol de rendimento se faz com resultados, posso afirmar sem dúvida alguma que Pernambuco vive se não o melhor, mas um dos melhores anos na modalidade. Fruto de um trabalho em parceria dos Clubes Filiados, Federação Pernambucana de Handebol, IBRADESP, Prefeituras parceiras e Governo do Estado, através da Secretaria dos Esportes.

Blogger – Dentro de um parâmetro de sinceridade, qual sua opinião sobre esse blogger e o que espera dele?
Marcio -Todo meio de comunicação do desporto amador, acho louvável, ainda mais quando temos um especifico para falar da modalidade que durmo e acordo pensando, que é o handebol. Acho de grande valia, destacarmos os potenciais existentes no Estado e buscarmos sempre as melhorias, mesmo às vezes sendo através de criticas e vejo esse papel sendo desenvolvido nesse blogger. Parabéns e continue com o trabalho, assim quem sabe inspire nossos projetos sérios e imparciais na mídia esportiva de Pernambuco.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A ESPERANÇA QUE VEM DO INTERIOR


Um dos objetos da Copa Pernambuco é agrupar novos associados e filiados para a FPH, nas suas três edições anteriores foi possível captar novos participantes para os campeonatos oficiais das diversas categorias oriundas de diversas regiões do estado, porém essas participações não vem sendo repetida e a cada ano existe uma grande rotatividade. Com o encerramento da inscrições no dia de ontem, para participações nos campeonatos promovidos pela FPH, esperamos que aumente o número de equipes  do interior, bem como os participantes de 2012 permaneçam em 2013.
O campeonato pernambucano apesar do baixo custo, não tem dado um retorno de inscrições esperado, pois o baixo custo existe apenas nas despesas com a FPH, e na contramão o transporte tem sido um dos grandes obstáculos para a presença das equipes matutas, além da dependência da prefeitura municipal para o item transporte e demais custeios, tem causado alguns transtornos que não sabemos a quem atribuir a culpa; se aos responsáveis pelas equipes ou a desorganização por falta de estrutura  da prefeitura, o que tem causado inoportunas mudanças nas datas dos jogos, apesar da cumplicidade das equipes de Recife, não tem sido fácil realizar uma interiorização. Além de tudo que foi dito existe um outro grande obstáculo que reside a diferença da qualidade técnica das equipes matutas para as equipes participantes da capital, tornando o medo de perder por elevadas diferenças em grande monstro insuperável .
A FPH efetuou mudanças em seu calendário em 2012, estabelecendo o primeiro semestre para a Copa Pernambuco e o segundo semestre para os campeonatos oficiais das diversas categorias, com isso em 2012 a FPH conseguiu novos participantes (Timbaúba e Goiana), apesar de uma grande procura e pouca inscrição.Com o encerramento das inscrições esperamos que haja um aumento significatio no número de candidatos a participantes, a nossa dúvida poderia não existir se as equipes de handebol do interior recebessem ajuda do governo estadual, através de um programa eficaz de interiorização conduzido pela secretaria de esportes de Pernambuco abrangendo  todas as modalidades, o que iria contribuir em muito para o crescimento do esporte no estado, principalmente porque o handebol possui o excelente nível, o que falta são as oportunidades